O amor a um time de futebol pode se manifestar de muitas maneiras além do uniforme: flâmulas, bandeiras, bonecos, pins, discos, selos transformam-se em símbolos de devoção. Nesta sala, eles podem ser vistos de perto, engrandecidos, como o próprio amor que nos inspirou, em 487 imagens dos mais variados objetos que retratam a paixão do torcedor. A sala apresenta o acervo de cinquenta colecionadores, com 131 times brasileiros representados.
Exaltar é erguer, elevar, celebrar, tornar alto, sublime. Este ambiente surpreendente, nas entranhas do Pacaembu, revela os pilares que sustentam as arquibancadas, fincados na terra desde a construção do estádio, inaugurado em 1940. Esta sala é dedicada a você, torcedora e torcedor que, nessa experiência única, eleva o futebol a uma paixão coletiva.
“Ao longo de 21 anos, Marta vestiu a amarelinha em 183 jogos e marcou 119 gols, tornando-se a maior artilheira do Brasil entre homens e mulheres. Superou, inclusive, Pelé, Ronaldo e Zico. Jogou seis copas, mas nunca levantou a taça da Copa do Mundo. Pior para a taça. A estrela de Dois Riachos produziu aberturas infinitas para novos universos e inscreveu na nossa sociedade a maior riqueza de todas: a chance de desejar. Marta fez o que fez sem que lhe dessem o direito de sonhar. Fez por birra, raiva, pirraça e paixão. Mandou às favas a feminilidade subserviente e ensinou que jogar futebol é um direito de todas. Fez sua revolução sem saber direito para onde estava indo – como, aliás, costumam ser feitas as revoluções.”